Domingo, Junho 12, 2011

Linux e seus sabores... Vai um de queijo aí?

Oi, olha só eu aqui de novo. Vivo esquecendo que tenho um blog. Claro que não é proposital. Mas brincadeiras a parte, e mensagens subliminares também, a graça da internet é exatamente essa. Pode ser uma ferramenta séria de trabalho ou um passa-tempo descompromissado.

Sou fã do Linux desde que instalei minha primeira distribuição em um 386 DX, há mais tempo do que fico feliz de lembrar, sim é duro admitir mas estou ficando velho. Naquela época, eu me divertia com uma coisa chamada OS/2. Comecei com o 2.1 e depois atualizei para o OS/2 Warp. Eu amava aquilo. Já era proficiente em Dos (tanto o PC-Dos como o MS-Dos) e Windows 3.1 havia a pouco sido instalado no PC. Quando comprei meu primeiro kit multimídia foi uma aventura mágica. Eu passava noites acordado ouvindo sons toscos e brincando com objetos rudimentares em 3D, que demoravam uma noite inteira para renderizar.

Um belo dia eu estava na livraria e vi uma caixinha do Conectiva Linux Guarani. Olhei. Fiquei curioso (já disse que é a curiosidade que move a humanidade hoje?) e comprei. Cheguei em casa, perdi algumas horas fazendo backup em uma unidade de fita QIC (sim, eu tinha uma) e enquanto isso li o manual.

Instalei o sistema (que por incrível que pareça, não deu trabalho) e comecei a brincar com a linha de comando do shell. Tudo que havia visto na época da faculdade e das minhas incursões informáticas amadoras estava ali, pronto para ser degustado. E vou admitir. Foi gostoso.

Dai em diante não parei mais. Usei mais versões do Conectiva, da Red Hat, Mandrake, Slackware, Suse e mais um monte de outros. Conheci o Debian e parei nele. Eu nunca consegui decidir qual distribuição eu gostava mais: OpenSuse ou Debian. Vivia trocando uma e outra. Até que conheci o Ubuntu, baseado no Debian, e a simplicidade que ele apresentava para o uso do dia a dia.

Venho usando e sendo fã do Ubuntu desde então. Mas não considerei feliz a escolha do Unity como nova interface. Prefiro o bom e velho Gnome. Removi o Unity depois de usar ele por um tempo no meu netbook. Voltei para a minha velha personalização com cara de MacOS e estou feliz.

O sabor do Unity não agradou muito... De fato.

Sábado, Maio 21, 2011

Decisões

Tudo, absolutamente tudo, que fazemos na vida tem uma consequência. Seja boa ou ruim. Seria ótimo se pudessemos prever todas as consequências. Mas não é assim que a banda toca. Cada ação ou inação gera um resultado que gera outros resultados numa reação em cadeia.

Aprender isso foi a parte mais importante da minha vida. Me fez entender que não adianta se arrepender de uma atitude ou decisão pois ela já gerou consequências.

O que temos que aprender é que, por mais que desejemos ter um culpado, um responsável, pelas coisas que acontecem na nossa vida, não importa a influência que tenham sobre nós, os únicos responsáveis pelo que fazemos ou deixamos de fazer somos nós mesmos.

Está decidido, muito antes de a gente pensar a respeito.

Terça-feira, Setembro 14, 2010

Clannad



Toki wo Kizamu Uta (Piano arrange) – Mizutsuki Ryo












MP3 search on MP3hunting

Segunda-feira, Setembro 13, 2010

Pessoa Especial

Em 22 de Junho de 2009 fiz a última postagem neste blog que até esqueci que existe.
Hoje, 14 meses depois eu venho aqui postar uma mensagem.

A pessoa mais especial que já conheci na minha vida toda faz aniversário hoje. Minha esposa, Dona Daniella a ilustre Senhora D'Moriam. Mãe dos meus filhos, amiga das horas difíceis e comparsa quando eu apronto alguma coisa.

Se eu podesse escrever tudo que eu penso daria um romance. Mas vou apenas usar as palavras de outra pessoa para resumir o que sinto:

"If I should live forever and all my dreams come true, my memories of love will be of you." - John Denver (Tradução: Se eu viver para sempre e todos os meus sonhos realizar minhas lembranças sobre amar seriam de você."

Te amo Daniella. Só você sabe o que já passamos juntos, o que já sofreu comigo e ainda assim continua me aturando. Você quem faz aniversário mas eu quem te recebo como presente, todos os dias, na minha vida.

Segunda-feira, Junho 22, 2009

Recursos e o Windows 7

O Windows 7 é o que o Vista deveria ter sido desde o começo, mas que,
pela preguiça e o mau costume dos programadores, acabou virando o que
virou.

A esplicação é simples de entender. Tudo se resume a recursos. No
mundo real, no mundo virtual, seja na comida que pomos na mesa ou seja
na máquina que usamos no nosso dia-a-dia. Os recursos podem ser
renováveis ou não. Esgotáveis ou não. Antigamente existia uma madeira,
muito bonita, que meu pai trabalhava. Hoje, ela não existe mais. Todo
mundo ouviu falar do Mógno. Meus filhos nunca vão ver essa madeira
crua como eu vi. A impressão que se tinha é que a madeira nunca ia
acabar. Mas ela era um recurso esgotável. Poderia ser renovável, mas
precisava que alguém fizesse algo a respeito. E ninguém fez.

A mesma coisa acontece com o computador. O computador tem recursos
esgotáveis. Podemos amplicar a memória, aumentar o disco, por um
processador mais rápido. Mas ele terá um límite. O que dá a impressão
de que o computador não tem limites é a famosa lei de Moore. (Ref.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Moore). A cada dia um computador
novo e melhor aparece no mercado.

Isso fez com que programadores que antes precisavam se preocupar com
bits e bytes, pudessem se preocupar menos com isso. A preocupação
agora é produtividade. Quer um exemplo de um estilo de programação
dispendioso de recursos? Orientação a Objetos. É prático, acelera o
desenvolvimento, mas desperdiça recursos absurdamente. Claro que
existem técnicas para se minimizar isso. E vão aparecer os
'especialistas' defensores e tudo o mais. Eu não tiro o mérito, o
mundo muda, as técnicas de programação também. Se não fosse assim, não
chegariamos onde chegamos hoje. O cara desenvolve uma máquina que
custa milhões de dolares e tudo que ela faz é, digamos, tecidos.
Podemos fazer isso sem a máquina caríssima? Sim... MAS a velocidade
com que ela fa'ra ou a qualidade, a impecabilidade e a perfeição que
ela terá serão inatingíveis por um ser humano. Aquela máquina se
pagará com o que será economizado pela velocidade de sua produção.

Então, o desperdício de recursos de um programa Orientado a Objetos se
paga com a velocidade com que podemos desenvolver um aplicativo. E se
levarmos em conta que os sistemas computacionais (leia-se: hardware)
ficam cada vez mais poderosos, isso é uma pechincha.

Só que o Vista veio num momento em que ainda não tinhamos hardware
médio que comportasse o seu 'desperdício'. Simples assim. Se você
colocar o Vista numa máquina atual, como um Core2Duo com uns 2 Gbytes
de memória, ele rodará parecendo leve. Só que estará usando recursos
que poderiam ser usados para outras coisas. Mas e daí? 90% das pessoas
não perceberiam isso. Foi nisso que o Vista pecou. Pegue um computador
mediano da época em que ele saiu. 1 Gbyte era o mínimo que ele
precisava para funcionar, teoricamente bem. Mas as máquinas eram
vendidas com 256 Mbytes ou 512, quando muito. Sem falar os
processadores Celeron ou Duron que foram a coqueluche da época por
conta de seu custo muito baixo. Junte, um hardware fraco e com poucos
recursos com um sistema operacional pesado e consumidor
(desperdiçador, se me permitem o logismo) e terão um sistema irritante
de ser usado, que demora, que engasga, que trava. Esse é o Vista.

O Windows XP passou por algo semelhante quando saiu. MAS num nível
MUITO menor. E ele estava no cerne da migração dos sistemas de 16 bits
para os de 32 bits. Alguém pode dizer, mas o Windows 2000 era 32 bits
e haviam bibliotecas Win32 já disponiveis. Sim, verdade, mas o Windows
95 e 98 eram sistemas de 32 bits falhos e que não funcionavam 32 bits
realmente o tempo todo. 'Ter suporte a 32 bits' e 'ser 32 bits' são
coisas bem diferentes, como qualquer programador que desenvolveu
aplicativos no Windows 3.11 'prontos' para Windows 95 sabe. E
lembrem-se, o Windows 2000 era usado, quando muito, somente por
corporações. Pequenas empresas e usuários domésticos usavam o Windows
95 e o 98. Alguém pode perguntar do Windows Millenium. Bom, nem a
Microsoft quer lembrar dele, por que eu deveria?

Com o Windows XP sendo 32 bits ele aproveitava realmente MUITO melhor
o hardware disponível. O Windows 9x e o Me (95, 98 e Millenium) só
endereçavam realmente 128 mbytes de memória (em termos de cache e
controle de swap). Mais que isso era simplesmente ignorado pelo
sistema. Sabe como eles resolveram internamente? Swap em mémória. :)
Mas não vou entrar em conceitos técnicos aqui. Tenho certeza que tem
gente que vai até vir me corrigir pelo que falei. Mas essa é a
realidade. O Windows XP permite endereçar 3.5 Gbytes de memória (é,
3.5 Gbytes na versão 32 bits, qualquer memória a mais que isso é
ignorada sumariamente pelo sistema, ele não tem como endereçar, por
conta de simples característica de arquitetura e projeto). Em tempo,
esse limíte se aplica ao Vista e ao Windows 7 de 32 bits também.

Daí as máquinas com processadores de 64 bits viraram padrão no
mercado. E isso ajudou sobremaneira. Você pega o Windows XP e instala
numa dessas novas máquinas e fica impressionado. Até as novas máquinas
low-end (as mais fraquinhas) ficam parecendo mais potentes que as
high-end de uma geração atrás. Mas o Vista ainda assim é mais
consumidor de recursos do que o hardware disponível.

Com o Windows 7 a Microsoft trocou o kernel (e a forma como ele lida
com algumas coisas), fez otimizações nos lugares certos (I/O e
gerenciamento de memória), simplificou APIs e removeu aquele monte de
retalhos que mantinha, por compatibilidade retroativa, no código do
Windows XP. Isso se traduz em performance. Bota um magrelinho de 50 kg
e um gordão de 160 kg para correr. Quem chega primeiro? O Windows 7
está longe de ser o magrelinho, mas está bem saudável por sinal.

Quanto ao fato de o Windows 7 poder ser usado enquanto ainda é uma
versão trial, é aí que separamos os usuários, dos aficionados e dos
profissionais. Concordo com o usuário. Um contador, o meu por sinal,
me disse uma vez: Eu não quero saber como essa joça funciona. Quero só
que ela funcione e funcione direito. Ele é um usuário. Ele está certo.
Mas as vezes é bom um usuário dizer o que precisa e onde acha que algo
está errado. Isso ajuda na hora de melhorar a ferramenta para ele
mesmo. Aficionados fazem isso o tempo todo, por prazer. São usuários
que gostam de estar um passo a frente dos outros e de saber resolver
pequenos problemas (as vezes grandes) e serem independentes. São eles
que gostam do Linux. Os profissionais, muitas vezes nem gostam disso,
gostariam de ter o ponto de vista do usuário: sem problemas e tudo
funcionando bem, com a vantagem de saber como funciona. Claro que
existem os que gostam de resolver problemas (e ficar caçando por
eles). Atualmente, o Windows 7 está num estágio que pode ser
considerado final. Ele está estável, funcionando bem, alguns ajustes
aqui e acolá, mas já está pronto. Encare ele como aquela torta que sua
mãe fez e só falta colocar a cobertura. Dá para comer. Mas se quer
esperar pela calda de caramelo, não será tão ruim também. :)

Mas já que toquei no assunto Linux, o que torna o Linux tão assustador
para alguns e tão atrativo para outros? Exatamente a coisa que
diferencia os usuários dos aficionados. Você pode ter controle sobre
seu sistema, num nível absurdamente seletivo e personalizável. Mas
para isso, vai ter que aprender e entender como as coisas funcionam.
Se você é do tipo: só quero que funcione e funcione direito, precisa
ver o que quer fazer. Existem N aplicativos para Linux para fazer
EXATAMENTE a mesma coisa. Alguns melhores, outros piores. Mas existem
variações (não vou dizer versões para não confundir) de aplicativos
para agradar a todos os gostos. Tem gente que adora EMACs, outros usam
o VI, eu prefiro o MCEdit. =)

O Windows e o Linux (e o SCO-Unix, o HPUx, o Solaris, o MacOS, o
OS/2*, etc) são sistemas diferentes para executar a mesma tarefa. E
cada um faz do seu modo (com algumas semelhanças e compatibilidades em
alguns casos). Aplicativos escritos para Windows são feitos para uma
plataforma proprietária em quem, mesmo drivers, são protegidos por
direitos autorais (é, mesmo você tendo o HARDWARE, não pode melhorar o
driver ou portá-lo sem uma boa dose de coragem, café e engenharia
reversa). É o caso das placas da NVidia para o Linux. Eles ao menos
fazem os drivers. E a ATI que não está nem AI?

Jogos no Windows dependem muito de um recurso chamado DirectX (na
versão 9c no Windows XP, 10 no Windows Vista e 11 no Windows 7). Esse
recurso está sendo cada vez mais bem debulhado (não é debugado, é
debulhado mesmo) pelo pessoal do Linux para que jogos feitos para
Windows possam rodar no Linux. Se quer rodar jogos no Linux, procure
por CEDEGA (um tipo de Wine boladão feito para jogos). Sem falar
outras soluções, inclusive algumas pagas, que permitem rodar
aplicativos Windows no Linux com quase 99.9% de perfeição. Mas não é
para usuários não. Lembram da diferença?

Por exemplo, eu já joguei muito Ragnarok no Linux usando o CEDEGA (e
muita aspirina até deixar redondido). Até sair o GG (GameGuard para
quem não conhece é um 'protetor' para jogos on-line) e estragar tudo.
O GG depende de coisas que um sistema emulado NUNCA vai ter. (ainda
bem que inventaram a virtualização, mas isso é outra história.

Quanto a ser mais fácil desenvolver para Linux, discordo. Pelo
contrário. É muito mais fácil desenvolver para Windows. É mais barato
desenvolver para Linux, aí sim. Mas mesmo isso já está mudando.
CodeGear lançando suas ferramentas de forma gratuíta (Vejam sobre as
versões TURBO) e a Microsoft também (procurem por EXPRESS nesse caso).
E tem a iniciativa da comunidade com ótimas ferramentas de
desenvolvimento (se alguem gosta do Delphi, como eu, é bom dar uma
olhada no Lazarus!).

E o Linux não é incompatível. Os programas que são. o Linux, pelo que
sei, roda aplicativos windows, mas e o contrário? É verdadeiro?

Grande abraço e até a próxima.

Sábado, Junho 20, 2009

Ragnarok X Windows 7

Recentemente andei procurando a respeito da possibilidade de rodar o Ragnarok no novo Windows 7, que venho usando desde que saiu o Release Candidate 7100. Muito bom por sinal.

Um jogador na internet (fonte aqui: http://forgottenportal.com/downloadpage?task=view.download&cid=81) Descobriu que uma certa atualização do GameGuard para o jogo Rappez funcionava no Windows 7 de 64 bits. Resolvi tentar a sorte.

Coloquei um servidor Linux monitorando origem e destino de todo o tráfego na minha rede e resolvi testar. Fiz uma imagem do meu disco rígido e executei o procedimento (remover a pasta do gameguard e o arquivo gameguard.des e substituir pelo gameguard.des que o jogador passou). No PC com o Windows 7 32 bits, realmente não vai. Mas ao tentar no Windows 7 64 bits, funcionou perfeitamente. O Gameguard se atualiza e conecta.

No que isso afeta a comunidade? Vou tentar explicar de forma clara. O Gameguard é um filho de uma mãe de um rootkit nojento. Ele se vincula por cima o sistema de forma a poder ter acesso total e irrestrito ao range de memória disponível. Ele fecha programas sem sua autorização, controla tudo que tem acesso a memória e bloqueia diversas chamadas de API do directx entre outras coisas. A mais famosa é esconder o cliente do jogo dos processos de sistema.

A precaução que tive, colocando um servidor Linux no meio do caminho, foi para ter certeza que esse gameguard.des do jogador faria somente o que ele se propunha a fazer. Até o momento, ele faz. Nenhuma chamada para endereço diferente do que devia e nenhuma porta sendo usada para nada. Ou seja, até onde consegui verificar aqui, é seguro. :)

Em tempo. O Ragnarok com o directx 11 ficou bem mais suave! Melhorou a imagem e não ficou pesado. Na verdade essa é uma coisa que impressiona do Windows 7, mesmo numa máquina mais velha (como o primeiro micro que testei o SO) ele roda tão leve quanto o Windows XP. E isso com todos os enfeites ligados!

Enfim, essa era minha contribuição.

Sábado, Maio 09, 2009

Windows 7

Sou fã de Linux. Tenho que deixar claro. Uso o Windows pra jogar já que a maioria esmagadora dos jogos é para essa plataforma e a maior parte do que realizo como prestador de serviços vem do trabalho com essa plataforma, se bem que as maiores receitas normalmente são ou de serviços de infra-estrutura ou na plataforma linux.

Instalei o Windows 7, Build 7100. A versão release candidate do novo Windows. Se a Microsoft cometeu uma bela gafe com o Vista esse foi um bom pedido de desculpas. Estou com ele instalado aqui, numa máquina bem modesta, diga-se de passagem um Pentium 4 2.67Ghz (oldcore), com memórias PC 133Mhz, numa mb Asus P5B, vídeo nVidia Gforce 5500 256Mb e Som Creative Live! 5.1, e o pequeno brinquedo está funcionando perfeitamente.

O Lazarus (uma ferramenta de desenvolvimento OpenSource baseada em FreePascal) roda muito bem obrigado. Ragnarok? Leve como uma pluma e a imagem com o directX 11 ficou melhor e mais suave.

Testei diversos outros softwares que uso normalmente e tudo funciona sem solavancos ou pesado como no Vista que testei e não durou muito aqui (na verdade meu trabalho nos últimos tempos tem sido remover o Vista dos PCs de clientes insatisfeitos e instalar ou Ubuntu ou XP no lugar).

A interface se tornou mais agradável embora não tenham muitas diferenças em relação ao Vista. Esse é um sistema retocado no visual mas muito bem corrigido no seu interior.

Nota 9,5!